Varandas e a crise no Sporting: o fim do mandato se avizinha

Sporting e o treinador Rui Borges separaram‑se na segunda‑feira, sob a presidência de Frederico Varandas. O fim da parceria, impensável no início da pré‑temporada, tornou‑se visível no dia seguinte à final da Taça de Portugal de maio passado, após semanas de rumores.
A decisão foi tratada de forma “estranha” por Varandas dentro do dossier dos treinadores. Esse episódio levanta dúvidas sobre o verdadeiro projeto desportivo do Sporting. Além disso, representa uma aposta de risco para o banco do clube.
Rui Borges recebeu elogios pelo trabalho desenvolvido em Alvalade. Após a saída de Rúben Amorim e uma experiência negativa com João Pereira, o treinador, vindo de Guimarães, conseguiu reunificar a equipa. Conduziu o clube até ao final de 2024/25, alcançando uma dobradinha inédita desde a época 2001/02.
Desempenho europeu
Na UEFA Champions League 2025/26, o Sporting chegou às quartos de final, a única derrota ocorrendo contra o Arsenal, futuro campeão inglês. Esse percurso foi considerado o melhor da história verde e branca.
Contudo, Borges cometeu dois erros que lhe custaram caro. Com o tempo, a saída de jogadores obrigou‑o a reajustar a equipa e a redesenhar o plano de jogo, o que diminuiu o sucesso.
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O clube não conquistou o tricampeonato, perdendo a Taça de Portugal e a Taça da Liga para adversários de menor qualidade. Além disso, a equipa desperdiçou quase duas dezenas de oportunidades de manter a vantagem e falhou em vencer vários jogos importantes.
Essas circunstâncias desgastaram a paciência dos adeptos e dirigentes, gerando perdas de títulos para um clube de grande envergadura. A situação lembra a de Rui Vitória no Benfica, descrita pelo falecido cineasta António Pedro Vasconcelos em analogia com o maestro Karajan.
Decisões de Varandas
Varandas optou por renovar o contrato de Borges antes do término da época, apesar de ainda estar a decorrer a excelente campanha na Champions League. Tal renovação foi vista como arriscada, possivelmente motivada por uma confiança excessiva na vitória da final da Taça de Portugal contra o Torreense. Já havia desconfiança quanto à capacidade de Borges para orientar o grupo.
A renovação tornou‑se ainda mais contestada após a derrota na final do Jamor. A mensagem de Pedro Gonçalves nas redes sociais depois da derrota ao Torreense suscitou dúvidas sobre se o treinador era também alvo indireto.
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A alternativa de Paulo Fonseca para o comando técnico do Sporting é considerada legítima, com argumentos favoráveis, embora apresente lacunas e alto risco. Fonseca tem um histórico rico de sucessos em clubes como Paços de Ferreira, Braga, Shakhtar Donetsk e Roma.
A notícia foi publicada pela Bola na Rede.