FC Porto exige saída de Gonçalves e acusa crise de Pedro Proença

Na Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol, o FC Porto compareceu representado pelos vice‑presidentes Tiago Madureira e João Borges e lançou duras críticas à arbitragem, exigindo a saída de Luciano Gonçalves e confrontando o presidente Pedro Proença com a crise que, segundo o clube, afeta o futebol português.
Os dragões dirigiram‑se diretamente ao presidente da FPF, Pedro Proença, acusando a liderança do Conselho de Arbitragem de falhar na sua missão.
Segundo o FC Porto, o presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, já não reúne as condições mínimas para permanecer no cargo, sendo um fator de descrédito e instabilidade para a arbitragem, os árbitros, as competições e todo o ecossistema do futebol português.
A representação ainda denunciou a falta de credibilidade do setor, citando o caso da divulgação antecipada da nomeação de um árbitro duas semanas antes de um jogo, e afirmou que o futebol português parece ter normalizado o absurdo.
A intervenção apontou ainda cerca de 20 meses de mandato de Pedro Proença, recordando que a reforma da arbitragem, prometida no seu programa eleitoral, constitui hoje um dos maiores fracassos políticos da sua presidência.
Por fim, os dragões alertaram que manter a confiança política no presidente do Conselho de Arbitragem escolhido por Proença pode levar a consequências ainda piores, exigindo que ele assuma publicamente a responsabilidade.